segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Grande Vencedor!! (8 estatuetas)


Confira a lista dos vencedores do Oscar 2009:

Melhor filme:
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhor ator:
- Sean Penn - “Milk - A voz da liberdade”

Melhor atriz:
- Kate Winslet – “O leitor”

Melhor diretor:
- Danny Boyle - “Quem quer ser um milionário?”

Melhor ator coadjuvante:
- Heath Ledger - “Batman – O cavaleiro das trevas”

Melhor atriz coadjuvante:
- Penélope Cruz - "Vicky Cristina Barcelona"

Melhor filme em língua estrangeira:
- "Departures", de Yojiro Takita (Japão)

Melhor canção original:
- “Jai Ho” de A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?”

Melhor trilha sonora original:
- A.R. Rahman – “Quem quer ser um milionário?”

Melhor edição:
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhor mixagem de som:
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhor edição de som:
- “Batman – O cavaleiro das trevas”

Melhores efeitos especiais:
- “O curioso caso de Benjamin Button”

Melhor documentário de curta-metragem:
- “Smile Pinki”

Melhor documentário de longa-metragem:
- “Man on wire

Melhor curta-metragem:
- “Spielzeugland (Toyland)”

Melhor fotografia:
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhor maquiagem:
- "O curioso caso de Benjamin Button"

Melhor figurino:
- “A duquesa”

Melhor direção de arte:
- “O curioso caso de Benjamin Button”

Melhor animação de curta-metragem:
- “La maison en petits cubes”

Melhor longa de animação:
- “Wall.E”

Melhor roteiro adaptado:
- “Quem quer ser um milionário?”

Melhor roteiro original:
- “Milk – A voz da liberdade”

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

E o Oscar Vai Para...

81° prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pode ter o 2° Oscar póstumo da história. Heath Ledger foi indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante pelo seu trabalho como o "Coringa", em Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, EUA-2008. Direção: Christopher Nolan). O ator faleceu dia 22 de janeiro de 2008 (há exatamente um ano), devido a uma overdose de medicamentos, e desde então vem sendo aclamado pelos críticos para que receba a estatueta.

Outros seis atores já receberam a indicação após terem falecido: James Dean (indicado duas vezes), Spencer Tracy, Massimo Troisi, Ralph Richardson, Jeanne Eagels e Peter Finch. Peter foi o único que conseguiu o prêmio, por 'Rede de intrigas', de 1976. O ator morreu de infarto aos 60 anos durante as votações do prêmio.

Nesta quinta-feira, a Academia anunciou os indicados ao Oscar de 2009. O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, EUA-2008. Direção: David Fincher) teve o maior número de indicações e concorre em 13 categorias. Entre elas, os cobiçados prêmios de melhor filme, melhor diretor e melhor ator, no qual concorre Brad Pitt, o protagonista do filme.

A cerimônia do Oscar será apresentada pelo ator Hugh Jackman (um dos protagonistas de "Austrália") dia 22 de fevereiro, tragicamente no domingo de carnaval. Para os cinéfilos é melhor preparar o melhor abadá: o pijama.

Confira a lista completa dos indicados:

Melhor filme
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Frost/Nixon"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"O Leitor"
"Quem Quer Ser um Milionário?"

Melhor diretor
Stephen Daldry, por "O Leitor"
Ron Howard, por "Frost/Nixon"
David Fincher, por "O Curioso Caso de Benjamin Button"
Gus Van Sant, por "Milk - A Voz da Igualdade"
Danny Boyle, por "Quem Quer Ser um Milionário?"

Melhor filme estrangeiro
"Departures" (partidas, em tradução livre), do Japão
"Revanche", da Áustria"
"The Baader Meinhoff Complex" (o complexo de Baader Meinhoff), da Alemanha
"Entre os Muros da Escola", da França
"Valsa com Bashir", de Israel

Melhor atriz
Anne Hathaway, por "O Casamento de Rachel"
Angelina Jolie, por "A Troca"
Melissa Leo, por "Rio Congelado"
Meryl Streep, por "Dúvida"
Kate Winslet, por "O Leitor"

Melhor ator
Sean Penn, por "Milk - A Voz da Igualdade"
Mickey Rourke, por "O Lutador"
Richard Jenkins, "The Visitor" (o visitante, em tradução livre)
Frank Langella, "Frost Nixon"
Brad Pitt, "O Curioso Caso de Benjamin Button"

Melhor ator coadjuvante
Josh Brolin, por "Milk - A Voz da Igualdade"
Robert Downey Jr, por "Trovão Tropical"
Philip Seymour Hoffman, por "Dúvida"
Heath Ledger, por "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Michael Shannon, por "Foi Apenas um Sonho"

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams, por "Dúvida"
Penélope Cruz, por "Vicky Cristina Barcelona"
Taraji P. Henson, por "O Curioso Caso de Benjamin Button"
Viola Davis, por "Dúvida"
Marisa Tomei, por "O Lutador"

Melhor roteiro original
"Na Mira do Chefe"
"Rio Congelado"
"Simplesmente Feliz"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"Wall-E"

Melhor roteiro adaptado
"Quem Quer Ser um Milionário?"
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Dúvida"
"Frost/Nixon"
"O Leitor"

Melhor filme de animação
"Wall-E"
"Bolt -Supercão"
"Kung-Fu Panda"

Melhor direção de arte
"A Troca"
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"A Duquesa"
"Foi Apenas um Sonho"

Melhor canção original
"Down to Earth", de "WALL-E", por Peter Gabriel and Thomas Newman
"Jai Ho", de "Quem Quer Ser um Milionário?", por A.R. Rahman and Gulzar
"O Saya", de "Quem Quer Ser um Milionário?", por A.R. Rahman and Maya Arulpragasam

Melhor trilha sonora
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Defiance"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"Quem Quer Ser um Milionário?"
"Wall-E"

Melhor edição de som
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Homem de Ferro"
"Quem Quer Ser um Milionário?"
"Wall-E"
"O Procurado"

Melhor mixagem de som
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Quem Quer Ser um Milionário?"
"Wall-E"
"O Procurado"

Melhor efeito especial
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Homem de Ferro"

Melhor curta-metragem
"Auf der Strecke (On the Line)"
"Manon on the Asphalt""New Boy"
"The Pig"
"Spielzeugland (Toyland)"

Melhor curta-metragem de animação
"La Maison en Petits Cubes"
"Lavatory - Lovestory"
"Oktapodi"
"Presto"
"This Way Up"

Melhor maquiagem
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Hellboy 2 - O Exército Dourado"

Melhor edição
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Frost Nixon"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"Quem Quer Ser um Milionário?"

Melhor cinematografia
"A Troca"
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"O Leitor"
"Quem Quer Ser um Milionário?"

Melhor figurino
"Austrália"
"O Curioso Caso de Benjamin Button"
"A Duquesa"
"Milk - A Voz da Igualdade"
"Foi Apenas um Sonho"

Melhor documentário
"The Betrayal (Nerakhoon)"
"Encounters at the End of the World"
"The Garden,"
"Man on Wire"
"Trouble the Water"

Melhor documentário curta-metragem
"The Conscience of Nhem En"
"The Final Inch"
"Smile Pinki"
"The Witness - From the Balcony of Room 306"

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Feliz Natal

Encarar-se no espelho traz lembranças, inúmeros pensamentos, vontades e frustrações. Encarar a família traz a realidade, moça fria e impiedosa. Olha-nos, balança a cabeça, cantea o olhar e sai... Deixando o mais barulhento de todos os silêncios.

Ao entrar na casa de seu irmão Theo (Paulo Guarnieri), Caio (Leonardo Medeiros) caminha lentamente para seu passado. No lugar reencontrará seu núcleo familiar e teme reconhecer em cada expressão, sentimentos incomuns à noite natalina. As memórias estão presentes, os defeitos latentes e as críticas pulsam a casa gesto de afeto.

Caio cometeu muitos erros e agora, mais maduro, tenta uma reaproximação para se redimir com seus entes. Movimento que seu pai Miguel (Lucio Mauro) desaprova. Resta-lhe caminhar pelos rostos ariscos, sorrir para os inocentes, indagar desconhecidos e derramar-se no afago de sua mãe. Mércia (Darlene Glória) é o reflexo dessa família. Suas atitudes exaltadas, sua infelicidade gritante sinaliza um seio familiar destruído.

Feliz Natal (Brasil, 2008) soa como os votos do diretor a ele mesmo. Um sucesso digno de manjedoura é tudo o que os estreantes podem sonhar. Selton Mello começa com o pé direito. Mostra que não "dirige no escuro" e que tem plena consciência das inquietações acumuladas durante a carreira de ator. Mas os "reis magos" devem presenteá-lo apenas em outro nascimento. Por enquanto, observemos.

Selton aposta em algumas experiências com planos, cortes e montagens que incitam a reflexão do espectador e abre o leque para mais de uma interpretação do enredo. A resposta não precisa. Conformamos-nos em sofrer junto com o protagonista através das intensas e frágeis relações entre familiares.

Feliz Natal reserva um sentimento para cada testemunha, que monta seu filme ao comparar cada lembrança pessoal. Desta instituição, ninguém está livre. Feliz é aquele que guarda com saudosismo as memórias de uma vida compartilhada.

Em Exibição na Sala:

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona


"Só um amor não concretizado pode ser romântico". A frase de Vicky Cristina Barcelona (Espanha-EUA, 2008) anuncia como a irreverência de Woody Allen tratará de temas já conhecidos e filmados pelo próprio diretor, mas agora, com o acréscimo de tons latinos e diálogos apimentados. Relações conjugais, aventuras amorosas e traições são combinadas à época e ao lugar ideal: férias de verão em Barcelona.

Sempre muito à vontade com as escolhas que encenarão seus devaneios, Woody, traz nesse filme um quadrado amoroso que impressiona, mas não faz apaixonar. Scarlett Johansson é a aventureira Cristina, que quer descobrir sua essência e para isso está disposta a qualquer experiência. Sua amiga Vicky (Rebecca Hall) utiliza a sensatez para se inteirar sobre a cultura do lugar e ficar longe de sentimentos que abalem o seu noivado. Juan Antonio (Javier Bardem) é o sedutor; um típico artista espanhol que conquistará a confiança das duas. Maria Helena (Penélope Cruz) é sua suposta ex-mulher; mas os embaraços da história mostrarão que esta relação está longe do fim.

A necessidade de descobrir o romantismo e de viver amores impossíveis é o fio condutor das relações que Woody Allen tenta desconstruir. Seus diálogos inteligentes estão novamente marcantes, atuando como ponto forte do filme ao tentar conquistar as fantasias sempre presentes no imaginário do público.

O ponto baixo fica por conta das narrações. Exageradas, iniciam a trama e aos poucos tentam dar contornos irônicos e anunciativos, o que quebra o envolvimento do espectador, que pode sentir-se subestimado ou frustrado. Scarlett também não encanta. A passividade de sua personagem faz olharmos com bons olhos para a contida Vicky e nos derramarmos de saudades da sedutora Nola Rice, que interpreta em Match Point (EUA-Inglatera, 2005), seu primeiro trabalho com Woody Allen (Scarlett também trabalhou com o diretor em Scoop: O Grande Furo-EUA, 2006).

Com altos e baixos, Vicky Cristina Barcelona consegue fazer com que sonhemos com verões europeus e amores intensos. Cada conflito mostra-nos de maneira engraçada, algumas concessões que devemos fazer para encontrar o equilíbrio e a satisfação no amor. Tudo pode ser apenas uma aventura; mas também, sua escolha de vida.


Em Exibição na Sala:

Saladearte - Cinema do Museu - Sala unica ( 125 lugares)
18:35

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Queime Depois de Ler


Diferente... Os irmãos Coen têm se acostumado a traduzir esta característica nos filmes que vêm produzindo. Foi assim com Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Man, EUA, 2007). Um drama que fez algumas pessoas sairem das salas de cinema antes do fim, mas que também ganhou sensatos aplausos, culminando com o Oscar 2008 de melhor filme.

Em Queime Depois de Ler (Burn After Reading, EUA, Reuno Unido e França, 2008), o gênero muda e o desafio do inusitado aumenta. Entretanto, os irmãos conseguem construir uma história que pode ter conquistado pequena parcela, mas mostrou que perdido entre os inúmeros enlatados, ainda encontramos vida pensante na comédia americana.

Chad Feldheimer (Brad Pitt) é um funcionário da rede de academias Hardbodies Fitness, que descobre que tem em mãos um CD com relatos de um analista da CIA, material acidentalmente encontrado na academia. O conteúdo pertence a Osborne Cox (John Malckovich), que recentemente demitiu-se da inteligência americana e decidiu fazer um livro de memórias com segredos do governo. Chad planeja faturar com a venda destas informações e junto com Linda Litzke (Frances McDormand) - colega de trabalho que vê a oportunidade de conseguir dinheiro para a tão sonhada cirurgia plástica -vão transformar essa busca em uma hilária rede de confusões.

Para "apimentar", Ethan Coen e Joel Coen acrescentam à trama relações amorosas decadentes e tragédias inconsequentes, que farão do filme uma satírica reflexão sobre os encontros e desencontros da vida.

Queime Depois de Ler pode servir para rirmos do inusitado ou para rirmos da "inteligência americana". Talvez, sirva mais para observarmos pequenas coisas do cotidiano, às quais damos atenção e preocupação excessiva. Como diria "Pablo Neruda" em O Carteiro e o Poeta (Il Postino, Itália 1994), o filme "fala através de metáforas".


Em Exibição na Sala:


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Última Parada 174


A partir dos “cacos” e da história de duas vidas, acompanhamos a montagem de um quebra-cabeça, que desvenda uma única verdade: a realidade brasileira. Melhor dizendo... Nossa virtualidade. É algo que existe e que conhecemos, mas não percebemos (??). Não ao menos até a próxima sinaleira: Ei, psiu! Cuidado... Feche o vidro!

Última Parada 174 (Brasil-2008, Direção: Bruno Barreto) é diferente da película produzida por José Padilha (Ônibus 174, Brasil 2002), por apostar em uma linguagem cinematográfica mais preocupada com os elementos fílmicos de amarração e continuidade - já que Padilha apostou em um documentário de investigação jornalística. As histórias de Sandro (Michel Gomes) e Alessandro (Marcello Melo Jr.) se misturam, até formarem uma só. Uma peça que ganha desdobramentos nos inúmeros cotidianos de cada jovem acostumado com a vida do crime.

Revelar traumas e explicar motivos sempre foi uma tarefa de muita cautela no cinema. Mais árdua ainda, é a necessidade de construir subsídios que façam com que os espectadores recordem e conectem as causas e efeitos da cena. Bruno Barreto consegue criar a teia que interliga cada clímax da trama, com apenas um copo... Um copo de ira e um copo de violência.

Parece que esse tema, na grande tela, ganha uma riqueza impressionante de edição e narração fílmica. Pequenos elementos - como a faca e o corte na cena inicial de Cidade de Deus (Brasil, 2002. Direção: Fernando Meirelles) – têm conseguido decodificar uma realidade intragável.

Alguns ainda expressam repulsa. Outros condenam o exagero. No entanto, o cinema da violência, que no Brasil, tem o plano de fundo dos problemas sociais, tem nos apresentado uma linguagem cinematográfica ousada e de fácil aceitação pública. As controvérsias estão por aí... Bruno Barreto escolheu sua posição e fez um filme. Você pode escolher a sua... Ou, se preferir, deslizar para a “prateleira” dos filmes de comédia.


Em Exibição na Sala:

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Orquestra dos Meninos


Flauta Doce - Os sons suaves e pacíficos da natureza dão o tom inicial do enredo... Arte, dedicação e paixão pela música nos desperta para princípios básicos de uma trajetória de sucesso: persistência e crença naquilo que quer conquistar. Para alcançar, invariavelmente deslocaremos pedras, estenderemos a mão e até receberemos apoio; mas nada terá sido em vão quando o som da conquista ecoar em cada universo particular.

Saxofone - E parece estranho, esse gosto pessoal por tocar um instrumento. Ou será estranho perceber que temos talento? Mais estranho ainda, é ter que desafiar a todos para fazer apenas o que gosta; mesmo que estas sejam pessoas que tanto admira: pai, mãe ou professores. Ainda assim, Mozart (Murilo Rosa) acreditava... E em meio a uma cidadezinha do agreste pernambucano, deu vida a uma arte que ali, a muito tempo estava esmorecida.

Trompete - O desdém local pela música anunciava um conhecido jogo de interesses, que em terras "distantes" ganhava dimensões absurdas. Ao denunciar corrupção, politicagem e banditismo em um município onde a justiça esqueceu de visitar, Paulo Thiago (O Vestido) consegue relacionar os elementos que compõem o jogo de poder, no qual estão envolvidos políticos, polícia, justiça e imprensa.

Tambor - O compasso é perdido por construções cênicas excessivas e desconectadas, que talvez desviem a percepção do espectador. Os atores, mesmo os globais, podem passar tranquilamente despercebidos, servindo como figurantes de uma história que por si só protagoniza todo o filme.

Orquestra - Dos Meninos (Brasil, 2007. Direção: Paulo Thiago). Aliás, a película funciona perfeitamente como registro histórico. Mostra uma região do país esquecida pelo litoral, na qual alguns "heróis" conseguem sobreviver e navegar em águas salobras. Fica a lição de que um sonho é antes de tudo algo a ser concretizado, realizado. Cabe então a cada qual acreditar e buscar os seus ideais... Os meus?? tsc tsc... Ainda estou dormindo.

Em Exibição na Sala:

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Romance

Talvez o traço mais forte que carregamos da infância seja a capacidade de sonhar e fantasiar. Antes; criávamos mundos oníricos, povoado por monstros e heróis. Agora; nossa criatividade limita-se a conjecturas sobre duas vias paralelas (será?) da vida: Amor e Profissão.

E se nos vemos perdidos ao ter que decidir sobre um dos dois caminhos, o filme Romance (Brasil, 2008. Direção: Guel Arraes) consegue nos devolver a possibilidade de sonhos esquecidos. Na película... Amor, paixão, profissão e escolhas, permeiam um enredo de construção poética e diálogos precisos; daqueles que qualquer romântico assumido fantasia viver.

Mas, Tristão e Isolda, ou melhor, Pedro (Wagner Moura) e Ana (Letícia Sabatella), sabem que um sentimento recíproco precisa de duras concessões para poder se concretizar. Entre rotinas e atividades profissionais, o casal percebe que a encenação que eles constroem no palco, está bem longe dos desafios enfrentados na vida.

O teatro, para Pedro, é o lugar da arte, onde ele pode expressar livremente o que pensa. Já Ana, permite-se a experiência do trabalho na televisão, o que servirá de mote para o conflito entre os atores.


É também através deste enlace que o diretor Guel Arraes vê a “brecha” para criticar o regime comercial imposto pela tv. Concepção acumulada, após boas produções tanto no cinema, quanto na televisão (A Grande Família - 2004, Lisbela e o Prisioneiro - 2003, O Auto da Compadecida - 2000, TV Pirata - 1988, Armação Ilimitada – 1986). Em boa parte da trama, glória e ostracismo servem de plano de fundo ao “estranho amor” do casal, o que implicará em vaidades, egoísmos, orgulhos e ciúmes tão comuns em uma relação a dois.

Romance, na verdade, não fala de uma ou duas histórias de amor. Fala de essência e circunstâncias; da maneira como a paixão e os relacionamentos amorosos podem ser efêmeros, frágeis, e ao mesmo tempo, intensos. E pra quem acredita na possibilidade de dar certo... Deixa apenas uma opção: a escolha. Até por que... Mesmo para as dúvidas que jazem acima do muro; existe apenas um lado onde cair. Qual é o seu?


Em Exibição nas Salas:
Multiplex Iguatemi - Sala 3 ( 262 lugares)
14:20; 16:30; 18:45
Shopping Barra - Barra 1 ( 301 lugares)
13:45; 16:05; 18:25; 20:45
Cinemark - Cinemark 6 ( 235 lugares)
15:50; 18:00; 20:20; 22:30
UCI Shopping Aeroclube - Sala 3 ( 247 lugares)
14:35; 16:50; 19:10; 21:30

O Grande Criador

Somos Imperfeitos por Criação!!

A batalha que o mundo artístico enfrenta contra a explosão de produtos culturais reprodutíveis e de fácil assimilação; por vezes ganha alguns soldados importantes, como os portugueses da Companhia do Chapitô. Não deve existir história mais escrita, encenada, filmada, e representada em esculturas, como a que O Grande Criador desenvolve em cena. No entanto, a exploração do Teatro do Gesto ou Teatro Físico, como forma de desmistificação, para dar imaginação ao telespectador, mostra-nos uma notável adaptação cênica.

A comédia é de criação coletiva e compõe a Trilogia de Reciclagem do grupo português; que já montou “Dom Quixote” e “Talvez Camões”. Nela, os atores Jorge Cruz, José Carlos Garcia e Rui Rebelo precisam apenas de algumas caixas vazias e poucos adereços para recriar a história da criação humana e doar à mesma um ar menos mítico e sublime. Outras tantas produções já tentaram caracterizar as passagens bíblicas com contornos de comédia e escracho. Aqui no Estado, por exemplo, Vixe Maria! Deus e o Diabo na Bahia tentou aproximar o “divino”, dando expressões culturais locais aos personagens.

Em O Grande Criador, John Mowat, que dirige o espetáculo, opera uma desconstrução simbólica no universo de percepção pública. Os dogmas cristãos são transgredidos, sem, no entanto, rasgar ofensas a qualquer apego e beatismo pessoal. O cenário compõe criteriosamente esse objetivo, fazendo com que as caixas vazias e os adereços remetam às passagens bíblicas representadas, além de dar irreverência e sátira à montagem.

Criado este ambiente, a peça constrói uma crítica ao insucesso de Deus na criação do ser humano. As passagens de Adão e Eva, Noé, Moisés ou do nascimento à crucificação de cristo, apresentam inúmeras tentativas de “ensinar” este novo ser. Mas todas as imperfeições, inerentes ao homem, são ratificadas quando o próprio criador abandona sua criatura, fazendo-nos pensar sobre os caminhos traçados para nós mesmos.


O espetáculo foi exibido no Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia, realizado de 24 a 31 de outubro, em Salvador e Região Metropolitana.

domingo, 20 de julho de 2008

DIA DO AMIGO


Feliz Dia do Amigo a todos os meu amigos!!!
Aqueles que são... Sabem!!
Sou muito feliz por ter a amizade de vocês!!!
Sem ela não poderia viver!!!

Beijos e Abraços!!!

Na foto...
Uma bela amizade do cinema!!!
O filme é incrível!! Não deixem de ver!!
Alfredo e Totó, em Cinema Paradiso.

Falsa Loura


Falso são os caminhos que nos levam à fantasia, ao delírio e ao gozo. Desfrutar a vida é objetivo de todos, ou de quase todos. Na maioria das vezes procuramos àquilo diferente, o que nos surpreenda e provoque uma sensação onírica, que nos faça flutuar. É como as estórias de contos de fadas. A moça pobre... Encontra o artista famoso e eles se apaixonam. Mas na história de Silmara (Rosanne Mulholland), as coisas são bem mais complicadas.

Em Falsa Loura (Brasil, 2007, Dir. Carlos Reichenbach), Rosanne é uma operária da indústria, que vive a rotina comum de ganhar a vida com esforço, sustentar a casa e cuidar do pai ex-presidiário (João Bourbonnais). Pra piorar, Antero não consegue largar a atividade de incendiário, motivo pelo o qual foi preso. Ainda assim, ela tem sonhos maiores. E claro... Ilusões também.

Para se destacar em meio à pobreza e entre todas as funcionárias da fabrica Silmara passa a utilizar sua beleza e sensualidade para chamar a atenção. Não apenas das colegas, mas daqueles que poderiam fazê-la esquecer de onde veio. É assim, entre liderar o “clube da luluzinha” e buscar a participação em um “mundo de estrelas”, que ela acaba encarando a dura realidade de colocar-se no seu devido lugar. De perceber como “eles” a vêem e o que realmente é.

Falsa Loura, através do envolvimento de uma moça pobre, de classe baixa, com dois cantores de relativo sucesso entre a população pobre de São Paulo, mostra o egoísmo, o jogo de valores e os interesses que envolvem as duas partes. A sátira é presença constante no filme, fantasiando a relação de amor com clipes-Karaokê em oportunas pitadas cômicas. O desfecho, como um tapa inesperado, cala-nos... Trazendo a dura e repetida verdade à tona.


Em Exibição:

O Cinemark faz exibição em sua sessão Cinecult. Ficar atento à agenda de filmes.

domingo, 13 de julho de 2008

O Escafandro e a Borboleta

O valor da vida é uma unidade de medida que poucos conseguem mensurar com perfeição ao longo de sua caminhada. Ficam arrependimentos, projetos inacabados, palavras soltas e palavras mudas. Sempre sobra uma aresta, um passo em falso e uma agonia mórbida. É desta reconstrução e valorização que Jean-Dominique Bauby nos fala.

Em O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre Et le Papillon, França, 2007 ) diretor (Julian Schnabel) e roteirista (Ronald Harwood) conseguiram assimilar bem o mundo em que Bauby estava recluso. De maneira brilhante, seus sentimentos e angústias passam a transbordar da tela. A cada piscada e a cada lágrima que embaça a nossa visão.

Jean-Dominique (Mathieu Amalric, de "Munique") é um jornalista renomado, editor da revista “Elle”. Gozava a vida com liberdade, ateísmo e grandes paixões. De repente, em um virar de segundo, um AVC toma-lhe a vida. Tranca-o em um escafandro, não pode se mexer, falar, se alimentar ou respirar. Tem, no entanto, uma borboleta (sua mente, que funciona com perfeição) para libertar-se. Com ela consegue imaginar e voar para qualquer parte do mundo, até para lugares desconhecidos. O exterior – real e concreto – percebe apenas com seu olho esquerdo, que com uma piscada (sim), ou duas piscadas (não), constrói a sua comunicação. É assim que ele “escreve” o livro homônimo no qual o filme se baseia. Através de um quadro com as letras mais utilizadas, ele ouve, escolhe e vai formando suas palavras, frases e capítulos.

Mais que um apelo de um pai de dois filhos à valorização da vida, O Escafandro e a Borboleta dá um show na utilização da linguagem cinematográfica mais adequada ao entendimento de todo o sofrimento do jornalista. Ao utilizar-se da câmera subjetiva, que através do olho esquerdo mostra-nos não só as cenas, mas a “prisão” em que Bauby está recluso, o filme chama-nos não para assistir, mas para sentir o drama de sua vida. Harmonicamente equilibrado, com trilha sonora precisa e cortes perfeitos, as tomadas passam cada sensação de Bauby: seja a liberdade dos cabelos avoaçados ao vento ou a tristeza, no choro de uma lágrima que anuvia a tela.
Em Exibição na Sala:

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sex And The City


Um convite às damas. O sonho e o deleite de grande parte do público feminino... Moda, luxo, liberdade, casamento e filhos... São com estes ingredientes básicos que Sexo e a Cidade (Sex And The City, EUA - 2008) faz um convite ao gosto e à atenção das mulheres. A cada personagem na tela, elas escolhem as características que mais combinam com sua própria personalidade... E se divertem!

Aos homens podem parecer simples tolices do sexo oposto. Irão torcer o nariz e fazer careta. Mas ao final, acabam caindo nas graças das cômicas aventuras encenadas por quatro amigas: Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), Charlotte York (Kristin Davis), Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) e Samantha Jones (Kim Cattrall).

Baseado na série de sucesso da HBO, que em seis temporadas produziu 94 capítulos, Sex And The City mostra uma preocupação sempre presente no universo feminino: o casamento. Agora na casa dos quarenta anos, as conversas e reuniões das quatro amigas giram em torno do dilema matrimonial, que, com a decisão de enlace entre Carrie e Mr. Big (Chris Noth), transforma-se no foco de análise e reflexões. Se para Carrie a simples decisão de casar-se ocupa todas as suas atividades, fazendo com que organize uma festa além das expectativas de seu noivo; para Miranda é um simples passo em falso, pois acaba de se decepcionar com seu marido. Já para Charllote, o casamento vai a mil maravilhas, ficando ainda mais excitante com a sonhada visita da cegonha. Samantha, a amiga que já se encontra nos cinqüenta, nem quer ouvir essa palavra... A regra é dedicar-se mais a si mesmo, e nessa proposta, até um relacionamento duradouro de cinco anos será posto a prova.

O filme pode conquistar o humor do público de ambos os sexos, no entanto perde um pouco ao abdicar de um roteiro mais sustentável, que valorizasse os paradigmas sobre sexo e liberdades femininas que a série levou a público e assim garantiu sucesso. Talvez por ter que construir “início” e “fim” de dilemas femininos em apenas 2 horas, o diretor Michael Patrick King (que também dirigiu a série) concentrou-se em dramas específicos (casamento, casa e filhos) e em artifícios de apreensão da atenção: moda, luxo e diversão em excesso. O desenlace da trama parece uma tentativa apressada de colocar os pontos nos “is” e trazer felicidade antes da passagem do elenco. No entanto, as tiradas de Samantha Jones e as engraçadas situações construídas pelas quatro amigas acabam segurando o filme e conquistando o público.


Em exibição nas salas:


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Eu Sou A Lenda


A despeito dos grandes vilões que a sétima arte já consagrou, aqueles que mais nos preocupam ou causam pavor são os que mais se aproximam da realidade. E nada tão concreto e próximo quanto uma doença, algo que atinja o corpo em silêncio. Em “Eu Sou A Lenda” (I am Legend, EUA, 2007), a descoberta da cura do câncer é revelada no início do filme por um canal de jornalismo, da forma que todos nós, hoje, gostaríamos de assistir. Mas o enredo da trama mostra que a intervenção humana, imitando o poder divino, pode causar estragos nunca pensados.

No filme, a glória da descoberta de uma “cura” para o câncer é transformada em um erro que pode levar ao extermínio da raça humana. A manipulação genética do vírus do sarampo, que o transformaria em agente de combate às células cancerígenas, acaba por provocar uma mutação. Este novo vírus passa a atacar o corpo humano de forma devastadora, matando-o ou destruindo as características humanas, transformando-nos em criaturas-zumbis. Em 2009 inicia-se a contaminação e a dizimação quase que total da população da Terra, restando apenas poucos imunes que se refugiaram dos ataques das novas criaturas.

Já em 2012, Dr. Robert Neville (Will Smith) é um sobrevivente que, após o aprendizado dos hábitos e necessidades dos humanóides (aversão a luz, conduta de bando), passa o dia pesquisando a cura contra o vírus – em um laboratório subterrâneo em sua casa – ou minando a fonte de alimento desses seres. Sua única companhia é uma cadela, Samantha. Pra não enlouquecer na ilha “completamente” deserta, Dr. Neville passa a conversar e paquerar os manequins que encontra pelas lojas, assemelhando-se à estratégia adotada pelo “Náufrago”.

Em sua batalha diária, quase perto do desespero, Robert é salvo por Anna (Alice Braga), que em participação notável ajuda o cientista a decidir sobre o futuro da humanidade. Aí é questionada e reafirmada a fé e a participação divina na vida da raça humana.

Francis Lawrence consegue trazer para a lenda de Richard Matheson (livro publicado em 1954) uma visão cheia de elementos modernos que conseguem prender a atenção do público. A utilização de flash-backs explica ao telespectador o que houve em 2009 com uma mistura de sonhos e lembranças, que são elucidadas gradativamente com diálogos enxutos e precisos. Lawrence parece que aprendeu bem fazer adaptações para filmes, apesar de sua estréia com “Constantine” não ter sido aclamada. O cômico do filme fica por parte da citação ao álbum Legend de Bob Marley, que na trilha sonora, em todo o filme, afirma que “tudo irá ficar bem”, em contraposição ao caos que se instalou na ilha de Manhattan.


Hoje, em exibição nas salas:





segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Indicados ao Oscar


Bom, em homenagem ao filme "A volta dos que Não Foram", estou ressuscitando o Blog!!!

Primeiro deixo à disposição a lista completa dos filmes indicados ao Oscar 2008. O filme " O ano em que meus pais saíram de férias", o concorrente barasileiro à indicação, ficou de fora da disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro. A cerimônia de premiação acontecerá dia 24 de fevereiro. Logo logo novas postagens virão!! Obrigado por acessarem!! Assistam os filmes!

Indicados ao Oscar:

Melhor filme:
- “Juno”

- “Onde os fracos não têm vez”
- “Sangue negro”
- “Desejo e reparação”
- “Conduta de risco”

Melhor diretor:
- Julian Schnabel (“O escafandro e a borboleta”)

- Joel e Ethan Coen (“Onde os fracos não têm vez”)
- Tony Gilroy (“Conduta de risco”)
- Jason Reitman (“Juno”)
- Paul Thomas Anderson (“Sangue negro”)

Melhor ator:
- Daniel Day-Lewis (“Sangue negro”)

- Johnny Depp (“Sweeney Todd – o barbeiro demoníaco da Rua Fleet”)
- George Clooney (“Conduta de risco”)
- Tommy Lee Jones (“No vale das sombras”)
- Viggo Mortensen (“Senhores do crime”)

Melhor ator coadjuvante:
- Javier Bardem (“Onde os fracos não têm vez”)

- Tom Wilkinson (“Conduta de risco”)
- Hal Holbrook (“Na natureza selvagem”)
- Casey Affleck (“O assassinato de Jesse James”)
- Philip Seymour Hoffman (“Jogos do poder”)

Melhor atriz:
- Julie Christie (“Longe dela”)

- Marion Cotillard (“Piaf – um hino ao amor”)
- Ellen Page (“Juno”)
- Cate Blanchett (“Elizabeth – the golden age”)
- Laura Linney (“The savages”)

Melhor atriz coadjuvante:
- Cate Blanchett (“Não estou lá”)

- Amy Ryan (“Medo da verdade”)
- Saoirse Ronan (“Desejo e reparação”)
- Tilda Swinton (“Conduta de risco”)
- Ruby Dee (“O gângster”)

Melhor longa de animação:
- “Ratatouille”

- “Persépolis”
- “Tá dando onda”

Melhor filme em língua estrangeira:
- “The counterfeiters”, de Stefan Ruzowitzky (Áustria)

- “Beaufort”, de Joseph Cedar (Israel)
- “Mongol”, de Sergei Bodrov (Cazaquistão)
- “Katyn”, de Andrzej Wajda (Polônia)
- “12”, de Nikita Mikhalkov (Rússia)

Melhor roteiro original:
- “Juno” - “The savages”

- ”Ratatouille”
- “Conduta de risco
- “Lars and the real girl”

Melhor roteiro adaptado:
- “O escafandro e a borboleta”

- “Onde os fracos não têm vez”
- “Desejo e reparação”
- “Longe dela”
- “Sangue negro”

Melhor direção de arte:
- “O gângster”

- “Desejo e reparação”
- “A bússola de ouro”
- “Sweeney Todd – o barbeiro demoníaco da rua Fleet”
- “Sangue negro”

Melhor fotografia:
- “O assassinato de Jesse James...”

- “Desejo e reparação”
- “O escafandro e a borboleta”
- “Onde os fracos não têm vez”
- “Sangue negro”

Melhor mixagem de som:
- “O ultimato Bourne”

- “Onde os fracos não têm vez”
- “Ratatouille”
- “3:10 to Yuma”
- “Transformers”

Melhor edição de som:
- “O ultimato Bourne”

- “Ratatouille”
- “Onde os fracos não têm vez”
- “Sangue negro”
- “Transformers”

Melhor trilha sonora original:
- Dario Marianeli (“Desejo e reparação”)

- Alberto Iglesias (“O caçador de pipas”)
- Marco Beltrami (“3:10 to Yuma”)
- James Newton Howard (“Conduta de risco”)
- Michael Giacchino (“Ratatouille”)

Melhor canção original:
- “Falling slowly”, de Glen Hansard e Marketa Irglova (“Once”)

- “Happy working song”, de Alen Menken e Stephen Schwartz (“Encantada”)
- “Raise it up”, autor a ser determinado (“August rush”)
- “So close”, de Alan Menken e Stephen Schwartz (“Encantada”)
- “That’s how you know”, de Alan Menken e Stephen Schwartz (“Encantada”)

Melhor figurino:
- “Across the universe”

- “Desejo e reparação”
- “Elizabeth: a era de ouro”
- “Piaf – um hino ao amor”
- “Sweeney Todd – o barbeiro demoníaco da rua Fleet”

Melhor documentário
- “No end in sight”

- “Operation homecoming”
- “SOS saúde”
- “Taxi to the dark side”
- “War/dance”

Melhor documentário de curta-metragem
- “Freeheld”

- “La corona”
- “Salim Baba”
- “Sari’s mother”

Melhor edição
- “O ultimato Bourne”

- “O escafandro e a borboleta”
- “Na natureza selvagem”
- “Onde os fracos não têm vez”
- “Sangue negro”

Melhor maquiagem:
- “Piaf – um hino ao amor”

- “Norbit”
- “Piratas do Caribe – no fim do mundo”

Melhor animação de curta-metragem
- “I met the Walrus”

- “Madame Tutli-Putli”
- “Meme lês pigeons vont au paradis”
- “My love”
- “Peter and the wolf”

Melhor curta-metragem:
- “At night”

- “Il supplente”
- “Le Mozart des pickpockets”
- “Tanghi argentini”
- “The tonto woman”

Melhor efeito especial:
- “A bússola de ouro”

- “Piratas do Caribe – no fim do mundo”
- “Transformers”

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A Corrida Pelo Oscar!!

Da Reuters

O filme "Onde os Fracos Não Têm Vez", dos irmãos Joel e Ethan Cohen, foi considerado na quarta-feira o melhor filme de 2007 pela Comissão Nacional de Resenhas da Motion Pictures (entidade que reúne produtoras de cinema dos EUA), dando a largada na temporada do Oscar.

George Clooney ganhou o prêmio de melhor ator, por "Michael Clayton", e Julie Christie foi a melhor atriz, por "Longe Dela".


Tim Burton foi eleito o melhor diretor, por "Sweeney Todd", em que os protagonistas são a esposa dele, Helena Bonham Carter, e Johnny Depp.

Amy Ryan recebeu o prêmio de atriz coadjuvante por "Medo da Verdade", de Ben Affleck, escolhido como melhor diretor estreante. Seu irmão Casey Affleck recebeu o prêmio de melhor ator coadjuvante, por "O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford".

"Le scaphandre et le papillon", de Julian Schnabel, foi escolhido como melhor filme estrangeiro. "Body of War" venceu na categoria documentário, e "Ratatouille" foi a melhor animação.

"Juno" e "Lars and the Real Girl" dividiram o prêmio de melhor roteiro original. "Onde os Fracos..." levou os prêmios de roteiro adaptado e pelo conjunto do elenco.

Emile Hirsch ("Into the Wild") e Ellen Page ("Juno") ganharam prêmios pelas interpretações.

Michael Douglas, Oscar de melhor ator por "Wall Street -- Poder e Cobiça" (1988), recebeu um prêmio pelo conjunto da carreira.

Esse prêmio pode servir de indicação para o que esperar do Oscar, principal honraria da indústria, que é entregue em fevereiro.

Mostra de Vídeo em São Lázaro

Surpreendente, instigante, emocionante. Assim é considerado o filme "11.09.01", que será exibido amanhã (7), às 13h30m, na sala 8 da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA (FFCH), em São Lázaro.


A produção de 11 diretores de países diferentes apresenta diversos ângulos dos episódios do 11 de setembro, nos EUA. Após a exibição, o professor Antonio Câmara (FFCH) faz palestra seguida de debate. "11.09.01" encerra o I Ciclo de Cinema e Filosofia, que apresentou também "O sétimo selo" e "Laranja mecânica".


O programa retorna em março. Entrada gratuita. Apoio da Livraria LDM e da videolocadora Case de Cinema.


Mais informações: waldojsf@ufba.br .


Fonte: Site da Ufba.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Antes Só do Que Mal Casado

Os irmãos Bobby e Peter Farelly têm se acostumado a fazer comédias que beiram o romântico, no entanto acabam se perdendo em piadas sobre minorias e que revelam situações constrangedoras. Seu "clássico" de sucesso é "Quem Vai Ficar com Mary" que alcançou o grande público e lançou Ben Stiller neste gênero que tanto os agradam.

Em Antes Só do que Mal Casado (The Heartbreak Kid, EUA - 2007) os irmãos conseguem criar o mesmo ambiente cômico de "O Amor é Cego", com piadas de conotação sexual e duvidosas tangenciadas pelo "politicamente correto". O filme na verdade é uma refilmagem de "O Rapaz Que Partia Corações", de 1972, mas a "nacionalização" de títulos coloca no esquecimento a história e a origem de cada filme.


No longa, Ben Stiller é "Eddie Cantrow", dono de uma loja de artigos esportivos que percebe, em mais um casamento, que ele é o único quarentão da turma que está solteiro . Junto a sua sensação de solidão soma-se a pressão do pai, Doc (Jerry Stiller), e de seu amigo, Mac (Rob Corddry), para que ele se case e assim siga o ciclo natural da vida. Sendo convencido pelos "fatos", Eddie descobre, em um encontro casual com Lila (Malin Akerman), que essa poderia ser a chance para entrar para o grupo dos casados. Após 6 semanas, casa-se e vai passar a lua de mel em um resort do caribe, no México.


Já na viagem começa a descobrir os problemas de um casamento precipitado. Lila é um pesadelo como mulher: desequilibrada, afundada em dívidas, sem renda própria, possui um desvio no septo nasal que é consequência de seu antigo vício em cocaína e ainda por cima ronca! Tudo o que um pacato e inocente empresário não conseguiria aturar. Mas para a surpresa de Cantrow, no hotel em que ficou hospedado, ele encontra alguém com quem valha a pena casar-se. Michelle Monaghan é "Miranda", com quem descobre as afinidades que os levam a se apaixonar. Porém, existe um empecilho ao amor dos dois... Eddie é recém casado! A partir desse mote o filme se desenvolve e descobre nesta situação um clima propício para as sátiras e as piadas que constrói o ambiente cômico do enredo.


O filme vai muito bem até seu ponto de clímax: a hora da revelação. A partir de então os irmãos "perdem a mão" e criam uma situação confusa e constrangedora pra seus telespectadores. O momento exato para darem pitadas de romantismo ao filme é ignorado e com isso a aceitação do público fica prejudicada. Assim, The Heartbreak Kid fica aquém dos tempos áureos de Quem Vai Ficar com Mary, satisfazendo aqueles menos exigentes por um estilo de comédia romântica já consagrado.
Hoje nas Salas:

Cinemark - Cinemark 4 ( 372 lugares)
14:00; 16:30; 19:00; 21:30

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Ingresso Barato!!


Do A Tarde On Line


A rede Cinemark reduz o preço dos ingressos em todas as suas salas entre os dias 26 e 29 de novembro. Nesse período, a inteira vai custar R$6 em todas as sessões para qualquer filme. A promoção comemora a marca de 200 milhões de ingressos vendidos pela rede desde sua inauguração, em 1997. Na capital baiana, o circuito mantém um complexo de oito salas no Salvador Shopping desde junho. O preço promocional vale também para as demais 350 salas da rede, presente em 13 Estados, além do Distrito Federal.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O Retrato de Uma Vida!

Maurice Béjart criou a coreografia do Bolero de Ravel encenado no filme Retratos da Vida, de Claude Lelouch. A coreografia foi interpretada por seu companheiro, o argentino Jorge Donn, em pleno Trocadero parisiense. No filme a dança representava uma forma de união dos povos e um pedido de paz. Retratos da vida é encenado na 2ª guerra mundial, com histórias de vida daqueles que de alguma forma viviam da arte nos diferentes países participantes da guerra.


Para assistir o vídeo do bolero, click no link abaixo:




da Reuters, em Genebra


O coreógrafo francês Maurice Béjart, considerado uma das grandes figuras do balé contemporâneo, morreu nesta quinta-feira (22) em um hospital suíço, aos 80 anos, informou uma porta-voz do Béjart Ballet Lausanne.

Ex-dançarino, Béjart tinha sido internado diversas vezes nos últimos meses, sofrendo de exaustão e de problemas renais e cardíacos. "Ele morreu hoje cedo pela manhã no hospital de Lausanne", disse à Reuters a porta-voz do Béjart Ballet Lausanne, Roxanne Aybek.


Em 1987, Béjart se mudou de Bruxelas para Lausanne, na Suíça, juntamente com a

maioria dos bailarinos de seu grupo 20th Century Ballet. A cidade oferecia melhores condições e subsídios para a companhia de dança, que ele ainda estava dirigindo quando morreu.


Os 35 bailarinos da companhia estão ensaiando uma nova produção intitulada "A Volta ao Mundo em 80 Minutos", que tem estréia marcada para 20 de dezembro em Lausanne.


"Estamos tristes, mas o show vai continuar", disse Aybek.


Nascido em Marselha, no sul da França, Béjart ganhou destaque em 1959 com uma produção elogiada de "Sagração da Primavera", de Igor Stravinsky. Ele também criou coreografias de "Bolero" e de "Suvenir de Leningrado".


"Com a morte de Maurice Béjart, perdemos um dos maiores coreógrafos de nossos tempos, um dos mais famosos e mais admirados", disse a ministra da Cultura francesa, Christine Albanel, em comunicado.


Fonte: Site da Folha de São Paulo.