segunda-feira, 5 de novembro de 2007

1408


1408, filme dirigido por Mikael Hafstrom e roteirizado pela dupla Scott Alexander (O Mundo de Andy) e Matt Greenberg (Halloween – 20 anos depois), apresenta como peculiaridade o fato do longa ter sido adaptado do conto homônimo Tudo É Eventual, de Stephen King (um dos melhores literários em terror e suspense).

Mike Elsin (John Cusack) é escritor e dedica sua vida profissional a escrever sobre lugares que tenham algum indício de paranormalidade. Muito cético, ele não acredita nas histórias que escreve e para ser o máximo fiel em seus relatos procura se aprofundar nas questões, sendo que o principal meio de que ele se utiliza é freqüentar os locais para buscar constatar os fenômenos. A partir daí é que ele procura redigir o texto tendo como base a realidade experenciada. Enquanto termina de redigir seu último livro, Dez Noites em Quartos de Hotéis Mal-Assombrados, recebe um cartão-postal sobre o hotel Dolphin com um seguinte alerta: ‘somente não se hospede no 1408’. Ele não se conformou com isso e foi procurar saber o motivo pelo qual o hotel impunha essa condição.

Verificou que todos que se hospedaram naquele quarto morreram estranhamente e estudou bastante o caso antes de ir ao Hotel. Chegando lá tem uma longa conversa com o gerente Gerald Olin (Samuel L. Jackson), que faz de tudo para que ele não se hospede e até fornece estatísticas que não foram divulgadas pelos órgãos de imprensa. Mesmo com todos os argumentos de Gerald, Elsin decide continuar e se hospeda no tão temido quarto 1408. Antes de adentrar no quarto ele havia escutado do gerente que dificilmente quem freqüentava o quarto ficava mais de 1 hora vivo. Pois bem, ele entra e a partir deste momento ele não tem mais sossego. Ele registra tudo no seu gravador e no início tudo parece normal, até os fenômenos estranhos começarem a acontecer. Primeiro o rádio começa a tocar sozinho e logo após o mesmo começa a registrar 60 minutos em sua tela e a fazer uma contagem regressiva. O terror e suspense já não têm mais fim e vão aterrorizar em todas as situações.

O filme tenta jogar com a imaginação dos espectadores em vários momentos e, neste ponto, acaba distribuindo focos de tensão e dúvidas. Acaba por provocar inquietude quando já num estágio avançado de Elsin no quarto ele aparece em uma praia e logo após no hospital, dando a impressão de que ele estava sonhando. Mas logo depois esta idéia é refutada. Quando ele é salvo pelo corpo de bombeiros vai para o hospital e logo após para casa com sua esposa e chegando lá pega o gravador da mão de sua mulher e, ainda achando que foi um sonho, começa a escutar e ouve a conversa que ele tivera com a filha (que estava morta) no local e a esposa desmaia e o filme termina desse jeito, sem uma explicação plausível para o fato daquele quarto, justamente o número 1408, ser o almadiçoado e o motivo de tantas mortes terem acontecido naquele ambiente. Realmente, o que se verifica, é que o suspense foi levado para além do filme.

Hoje nas Salas:

Multiplex Iguatemi - Sala 9 ( 323 lugares)
14:50; 17:00; 19:10; 21:20
Shopping Barra - Barra 2 ( 301 lugares)
14:00; 16:15; 18:30; 20:45
Center Lapa - Lapa 1 ( 212 lugares)
13:50; 16:00; 18:10; 20:20
Cinemark - Cinemark 4 ( 372 lugares)
14:20; 16:40; 19:10; 21:30
UCI Shopping Aeroclube - Sala 1 ( 552 lugares)
14:15; 16:30; 18:45; 21:00

sábado, 3 de novembro de 2007

Deite Comigo

Como uma mulher ama um homem? ... Deitando-se?

A questão imposta pela frase soa um tanto machista. Claro que a mulher ama seu parceiro querendo-lhe bem... Sendo sua companhia com cumplicidade e afeto. Mas com Leila (Lauren Lee Smith) não tem ocorrido assim. Sua vida afetiva sempre foi traduzida por encontros casuais, efemeridade e prazer extremo. A receita vinha dando certo em seu modo neofeminista de viver, porém, em um destes encontros, seu desejo por sexo pregou-lhe uma peça. Ela conheceu David (Eric Balfour), que a fez perceber e sentir o outro lado da parceria homem/mulher.

Mais que um título-convite, Deite comigo (Lie With Me, Canadá, 2005) nos chama para mergulhar no mundo da libido e da satisfação pessoal/sexual. Propõe exatamente este paradoxo... Até quando o sexo pode responder a todos nossos desejos como homem e como mulher? A partir das "relações de parceria" que Leila constrói, a trama aborda diferentes questões - fidelidade, cumplicidade, companheirismo, sexo e amor - e ilustra com relacionamentos de pessoas ligadas à protagonista, como a separação de seus pais e o casamento de sua prima.

Quando David surge na vida de Leila, ele descobre que a menina ruiva, louca e encantadora, que vivia de forma promíscua, é mais que uma mulher de rosto bonito. Ele sente em suas atitudes e expressões o o descaso e a dúvida imersa em seus atos. Seu jeito diferente e sua atitude corajosa de levar a vida, acaba conquistando David. Mas, seu modo de vida pacato e a perda familiar, solicitará à Leila algo que ela nunca soube dar: cumplicidade e companheirismo. É aí que emerge o conflito do filme.

O diretor Clément Virgo constrói o enredo com o intuito de mostrar o outro lado da natureza feminina. Com erotismo e responsabilidade ele desmitifica o apego e a dedicação da mulher ao parceiro, colocando em questão a relação sexual e as particularidades criadas pelo envolvimento amoroso. Lie with Me nos convida a deitar-se ou até mesmo a mentir, pois, a verdade entre homem e mulher, sexo e amor é um ingrediente que mexe com nossos interesses.

Hoje, Na Sala:


Do Palco à Tela


Sala Walter da Silveira exibe filmes sobre teatro em ‘Do Palco à Tela’. Mostra reúne produções adaptadas de obras teatrais, documentários, montagens originalmente presenciais que foram filmadas, integrando evento que celebra a travessia do palco para a tela do cinema.


Como parte das atividades da 1ª Edição do Festival Nacional de Teatro da Bahia, em Salvador, a Sala Walter da Silveira, exibe de 2 a 9 de novembro, com entrada franca, um ciclo de filmes e documentários teatrais. O evento é uma parceria entre a Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (Dimas), da Fundação Cultural do Estado da Bahia - Secult, a Cinemateca da Embaixada da França no Rio de Janeiro, Instituto Cervantes, Instituto Goethe e a Cooperativa Baiana de Teatro.

O ciclo reúne desde montagens célebres diretamente filmadas, a exemplo de Tio Vânia e A Tragédia de Hamlet, até produções de ficção de origem teatral, como “Uma Mulher de Negócios”, do alemão Rainer Werner Fassbinder; passando por documentários sobre o processo de criação de encenadores essenciais, como Peter Brook, Gianni Ratto (A Mochila do Mascate) e Patrice Chéreau. Também serão exibidos três programas especiais: dois dedicados ao teatro baiano e outro às adaptações teatrais do cinema espanhol.


Fonte/Maiores Informações: http://www.funceb.ba.gov.br/dimas/

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cinema Nacional a R$ 2

Segunda-feira, dia 5 de novembro, para aqueles que sempre conseguiam uma desculpa quando a proposta é ir ao cinema, acontecerá uma oportunidade única: sessões a 2 reais no Cinemark. Tudo por conta do Projeta Brasil na Cinemark, que escolheu a primeira segunda de novembro para realizar as exibições. Neste dia, em todo o país, a rede de cinema Cinemark estará exibindo filmes nacionais a baixo custo.

É uma ótima oportunidade para aqueles que não viram alguns sucessos nacionais, como o indacado, dos filmes brasileiros, à disputa para concorrência ao oscar "O Ano em Que Meus Pais Sairam de Férias", de Cao Hamburger. Esta é a 8ª edição do Projeta Brasil e Salvador participa pela primeira vez com a unidade da rede Cinemark instalada no Salvador Shopping, na avenida Tancredo Neves.

O projeto tem como objetivo incentivar a produção nacional de cinema, fomentando prêmios e festivais aqui no país. Por isso, a renda das exibições da segunda-feira próxima será destinada a projetos que incentivem a produção cinematográfica. A intenção também, é atrair a atenção do público para as obras nacionais. Em sete anos o projeto já reuniu mais de 1 milhão de espectadores, nas 43 salas da rede de cinemas.



Vamos Assistir:
Sala 1
Ó Paí Ó - 14 Anos
11h05 - 13h05 - 15h10 - 17h20 - 19h30 - 21h40
Sala 2
O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias - 10 Anos
12h - 14h15 - 16h25 - 18h45 - 21h
Sala 3
Saneamento Básico, O Filme - 12 Anos
11h50 - 14h05 - 16h30 - 18h50 - 21h20
Sala 4
O Homem que Desafiou o Diabo - 16 Anos
11h10 - 13h15 - 15h20 - 17h30 - 19h50 - 22h15
Sala 5
Turma da Mônica - Uma Aventura no Tempo - Livre
10h45 - 12h25
Sala 5
O Primo Basilio - 16 Anos
14h10 - 16h10 - 18h10 - 20h25 - 22h35
Sala 6
Tropa de Elite - 16 Anos
14h40 - 17h10 - 19h40 - 22h
Sala 7
Xuxa Gêmeas - Livre
11h30 - 13h50
Sala 7
Não Por Acaso - 10 Anos
15h50 - 17h55 - 20h05 - 22h25
Sala 8
Cidade dos Homens - 16 Anos
10h25 - 12h50 - 15h05 - 17h15 - 19h35 - 22h05

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Tropa de Elite

A receita pegou e tem dado certo! Com histórias de vida de um ou mais personagens envolvidos no mundo do crime, as cenas são construídas, ligadas e emplacadas. Aquilo que está na tela nós conhecemos; supomos e somos informados rotineiramente por fragmentos noticiosos; no entanto, renegamos e jogamos de tempo em tempo ao esquecimento. Em intervalos que coincidem com a nossa displicência quanto à violência, filmes como Tropa de Elite (Brasil 2007, Direção de José Padilha) “erguem-se” como um soco em nossa face. E o público, a cada filme do gênero, oferece o outro lado. Talvez, para deparar-se com uma realidade que não gostariam de viver, mas, anseiam por contemplar.

As histórias de um batalhão especial da policia carioca, antes de clamar pelo sensacionalismo da luta entre policiais e traficantes, deixa uma descrição interessante e oportuna sobre a vida nos morros. Tudo a partir da visão de um único soldado – Capitão Nascimento (Wagner Moura) – que busca um substituto para capitanear sua equipe e assim sair da divisão, dedicando-se mais à mulher e ao filho. Porém, no percurso em busca de seu objetivo, Nascimento, com dedicada atuação de Moura, confessa-nos todas as tramóias, corrupções e negociatas que envolvem a instituição maior de proteção à sociedade. A sensação de abandono social é amenizada pela honestidade e doação de poucos policiais, entre os quais “Neto” (Caio Junqueira) e “André Matias” (André Ramiro) servirão de ponte para desvendarem-se os conflitos da trama e o treinamento de formação do Bope.

Todo o enredo é construído com apuro e fidelidade à realidade do tráfico de drogas carioca. O espectador é “hipnotizado” com os simulacros da vida real que brotam na tela e fazem-nos refletir sobre as causas deste amargo problema social. A burguesia é questionada e criticada por sua condescendência e financiamento ao tráfico, em contrapartida é confessado os pontos frágeis da má remunerada polícia brasileira.

Mais que um apelo à violência e à tortura, Tropa de Elite mostra que o problema do crime organizado só conseguirá ser resolvido com a participação de toda a sociedade, e, mesmo que não seja explicitado no enredo, com o investimento inteligente de um Estado participante. Ante aos métodos de atuação do Bope, ficam dúvidas sobre a maneira ideal de lidar com o crime. O combate rigoroso é necessário, porém nenhuma matança indiscriminada resolverá o problema. Até porque, desde que os lusitanos cruzaram o Atlântico, sabemos que não se pode “tapar o sol com a peneira”. Então, cada qual com sua responsabilidade, mexam-se! Deixemos de ser MO-LE-QUES!!

Hoje nas Salas:

Multiplex Iguatemi - Sala 3 ( 262 lugares)
12:20; 14:40; 17:10; 19:35; 22:00

Center Lapa - Lapa 2 ( 200 lugares)
13:10; 15:35; 18:00; 20:25

UCI Shopping Aeroclube - Sala 1 ( 552 lugares)
13:15; 15:45; 18:15; 20:45

Cinemark - Cinemark 4 ( 372 lugares)
13:30; 16:10; 18:50; 21:30

Cinemark - Cinemark 8 ( 297 lugares)
14:30; 17:10; 19:50; 22:30

Multiplex Iguatemi - Sala 10 ( 278 lugares)
13:45; 16:10; 18:35; 21:00

Shopping Barra - Barra 2 ( 301 lugares)
13:40; 16:10; 18:40; 21:10

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Morte no Funeral


Morte no Funeral, filme dirigido pelo cineasta inglês Frank Oz, mostra as diversas situações inusitadas do gênero ‘comédia de erros’. Aparentemente temas como a morte e funeral não poderiam ser encaixados dentro de qualquer espécie que provocasse gargalhada, mas Frank Oz conseguiu pegar as sutilezas do tema e relaciona-lás com a tradição contida e afiada dos comediantes ingleses (juntamente com o humor escatológico deles) e, dessa forma, fazer um de seus melhores filmes desde o final da década de 1980.

Toda a história da comédia gira em torno do funeral do patriarca de uma família tradicional inglesa. Cerimônia preparada, os familiares e os poucos amigos vão chegando com o passar do tempo e a partir deste momento começa-se a perceber os diversos personagens estereotipados com os seus diversos tipos de problemas. Entretanto, o que causa a dinâmica especial do filme é a perda de um frasco de alucinógeno e a presença do amante gay do falecido.

As drogas foram ingeridas pelo noivo da prima Martha, Simon, e é a partir da chegada deles que as peripécias começam a acontecer no ambiente. O clima de tensão aumenta com o surgimento de um desconhecido, um anão, que após uma conversa com o filho do morto e aspirante a escritor Daniel exige uma recompensa para não revelar algumas fotos que comprometiam o pai. Daniel conversa com o irmão bem sucedido Robert e juntos tentam analisar quais as maneiras existentes para que a história não chegue aos ouvidos dos presentes.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Saneamento Básico


Saneamento Básico, filme que tem direção de Jorge Furtado e co-produção da Globo Filmes (Casa de Cinema de Porto Alegre), conta a história de um grupo de moradores em uma pequena vila de descendentes de colonos italianos e sua ânsia de fazer justiça ‘com as próprias mãos’. Habitantes de um local que sofriam com inúmeros problemas relacionados à saúde, de um modo em geral, sentem-se impungidos a mudar a situação do ambiente quando vêem o esgoto, mais do que nunca, interferir na vida de milhares de pessoas. Tudo isso porque essa questão é uma emergência que sempre foi ignorada pelas autoridades. A partir daí é formada uma comissão que trabalhará no intuito de construir uma fossa para o tratamento da calamidade.

A comissão resolve pleitear a obra através dos recursos da subprefeitura, no entanto são informados de que não há verba disponível para o tratamento do esgoto no município. Quando tudo parece perdido, surge uma saída: há uma quantia de dez mil reais que será disponibilizada para a produção de um vídeo e terá como característica principal ações educativas (para se passar nas escolas de todo o país). O grupo decide então investir no vídeo e o assunto escolhido é a situação do município relacionado ao saneamento básico. O que se observa no decorrer do filme é que o grupo amador se envolve de uma forma tão intensa na produção do vídeo que chegam a ganhar o prêmio na cidade e, conseqüentemente, a verba necessária para resolver o problema.

ELENCO

Fernanda Torres

. . . Marina

Wagner Moura

. . . Joaquim

Camila Pitanga

. . . Silene

Bruno Garcia

. . . Fabrício

Tonico Pereira

. . . Antônio

Janaina Kremer

. . . Marcela

Lázaro Ramos

. . . Zico

Paulo José

. . . Otaviano